Zuenir Ventura: escritor falou sobre religião e prisão pelo AI-5 em entrevista ao Estadão em 2008

'Minha mãe queria que eu fosse padre', disse Ventura em entrevista para promover o livro '1968: o Ano Que não Terminou'.

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A Academia Brasileira de Letras (ABL) divulgou os nomes dos 17 candidatos à Cadeira 32, anteriormente ocupada pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura, que morreu em 22 de setembro de 2026. Entre os concorrentes está o médico e escritor Drauzio Varella. A eleição para definir o sucessor está marcada para 12 de novembro.

Zuenir Ventura morreu em 22 de setembro de 2026 e ocupava a Cadeira 32 desde 2015 Foto: Antonio Milena/ Estadão

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As inscrições foram encerradas à meia-noite de 8 de outubro. Além de Varella, a lista reúne profissionais de diferentes áreas, entre escritores, jornalistas, pesquisadores e outros nomes da produção intelectual brasileira.
Confira os candidatos à vaga:
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- Drauzio Varella
- Sergio Fonta
- Ana Bella Geiger
- Eduardo Baccarin-Costa
- Gutemberg da Silva Miranda
- José Hilcério Campos de Abreu
- Eloi Angelos Guio
- Taurino Araújo
- Alcimário Soares da Costa Júnior
- Ruy da Penha Lobo
- Rodrigo Cabrera Gonzales
- Martinho Ramalho de Melo
- Alexandra Vieira de Almeida
- Paulo Renato Ceratti
- José Gildo Pereira Borges
- J. M. Monteirás
- Franklin Machado
Quem foi Zuenir Ventura?
Zuenir Ventura foi jornalista, escritor e professor universitário. Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas, iniciou a carreira no jornalismo em 1956 e passou por veículos como Correio da Manhã, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil, além de atuar como colunista de O Globo.
Autor de livros que abordam a história recente do Brasil, ganhou destaque com 1968 – O ano que não terminou, publicado em 1988. A obra teve 48 edições e vendeu mais de 400 mil exemplares, além de inspirar a minissérie Anos Rebeldes, da TV Globo.
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Outro título de destaque é Cidade partida, livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Reportagem.
Em 1989, sua série de reportagens O Acre de Chico Mendes recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog. Ao longo da carreira, também publicou obras como Chico Mendes – Crime e Castigo e Minhas histórias dos outros.
Em 2014, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira 32, na sucessão de Ariano Suassuna. Tomou posse em março de 2015, recebido pela acadêmica Cleonice Berardinelli. Em 2008, recebeu um troféu especial da Organização das Nações Unidas por sua contribuição à defesa dos direitos humanos no Brasil.
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